Voltar à página inicial.
Svidrigáilov, Arkadi Ivanovich
Sabe, tem coisas na vida que por vezes acabam te incomodando. Porém como um homem, você, no fim, acaba sempre suportando tais chateações, coloca-as de lado, troca de mão e continua se masturbando. A vida é assim, você sabe. Pelo menos era isso que eu imaginava. Achava que com tudo era exatamente assim: que eu poderia sempre colocar de lado isso que me atrapalha e continuar com o meu trabalho. Mas não, as coisas não são assim. E como diria algum chato qualquer toda regra tem sua exceção. Talvez a pessoa que falou isso era um grande perdedor e precisava de alguma desculpa, não sei, o que sei é que eu encontrei a exceção, a chateação, o incômodo que eu não consigo colocar de lado e viver o meu dia como se o meu café da manhã estivesse gostoso.
Os livros escritos em russo possuem um problema. Li exatos dois livros e já me sinto na condição de poder constatar tal regra: não tem como manter uma leitura agradável e sem muitas paradas com todos aqueles nomes de pronúncia extremamente complicada.
Funciona assim: quando você vê um nome de personagem, de rua, de cidade, de local ou de seja lá o que você simplesmente o lê da forma que quer. Ao menos eu sempre fiz assim. Quando tem lá um nome próprio estranho eu leio apenas o começo dele ou, sei lá, leio queijo no lugar. Sempre fiz isso e sempre funcionou, nunca chegou a me distrair. Foi essa a melhor solução que encontrei para contornar tais pequenos problemas. Até ler um livro russo.
O grande problema dos nomes próprios na Rússia é que eles não são nomes bonitos e tem uma pronúncia que as bocas do nosso querido ocidente - ou talvez de todo o mundo que não fala russo - não conseguem fazer. Você pode tentar ler apenas o começo do nome e na mente selecionar o personagem correspondente mas eu te garanto que não irá funcionar.
Em crime e castigo, por exemplo, existem dois nomes que não entram de maneira alguma na minha cabeça por motivos diferentes.
O primeiro deles é Arkadi Ivanovich Svidrigáilov. Que belo nome, que bela sonoridade e deve ter também um belo significado. Por sorte, Dostoiévski não utiliza sempre o nome completo e apenas Svidrigáilov, que, convenhamos é mais fácil mas não melhor. Eu penso que se você está escrevendo um livro você quer batizar seus personagens com os nomes mais legais e tudo o mais e portanto meu amigo romancista russo pisou na bola.
Tem uma outra coisa nesses nomes de personagens que eu não entendi muito bem. Tome como exemplo a irmã do personagem principal. Ela se chama Avdotia Romanovna Raskolnikova. Esse é um nome muito mais fácil de se falar do que o anterior, porém o autor resolve, assim como o anterior, não escrever sempre o nome completo e, para isso, lhe dá nomes carinhosos como Dúnietchka e Dunia. Agora fica a minha pergunta: onde você encontra algo parecido cm Dunia e Dúnietchka no nome completo da moça? Eis o mistério.
Os livros escritos em russo possuem um problema. Li exatos dois livros e já me sinto na condição de poder constatar tal regra: não tem como manter uma leitura agradável e sem muitas paradas com todos aqueles nomes de pronúncia extremamente complicada.
Funciona assim: quando você vê um nome de personagem, de rua, de cidade, de local ou de seja lá o que você simplesmente o lê da forma que quer. Ao menos eu sempre fiz assim. Quando tem lá um nome próprio estranho eu leio apenas o começo dele ou, sei lá, leio queijo no lugar. Sempre fiz isso e sempre funcionou, nunca chegou a me distrair. Foi essa a melhor solução que encontrei para contornar tais pequenos problemas. Até ler um livro russo.
O grande problema dos nomes próprios na Rússia é que eles não são nomes bonitos e tem uma pronúncia que as bocas do nosso querido ocidente - ou talvez de todo o mundo que não fala russo - não conseguem fazer. Você pode tentar ler apenas o começo do nome e na mente selecionar o personagem correspondente mas eu te garanto que não irá funcionar.
Em crime e castigo, por exemplo, existem dois nomes que não entram de maneira alguma na minha cabeça por motivos diferentes.
O primeiro deles é Arkadi Ivanovich Svidrigáilov. Que belo nome, que bela sonoridade e deve ter também um belo significado. Por sorte, Dostoiévski não utiliza sempre o nome completo e apenas Svidrigáilov, que, convenhamos é mais fácil mas não melhor. Eu penso que se você está escrevendo um livro você quer batizar seus personagens com os nomes mais legais e tudo o mais e portanto meu amigo romancista russo pisou na bola.
Tem uma outra coisa nesses nomes de personagens que eu não entendi muito bem. Tome como exemplo a irmã do personagem principal. Ela se chama Avdotia Romanovna Raskolnikova. Esse é um nome muito mais fácil de se falar do que o anterior, porém o autor resolve, assim como o anterior, não escrever sempre o nome completo e, para isso, lhe dá nomes carinhosos como Dúnietchka e Dunia. Agora fica a minha pergunta: onde você encontra algo parecido cm Dunia e Dúnietchka no nome completo da moça? Eis o mistério.
Marcadores: livros