sem título
De banho já tomado ele desceu as escadas e pegou o caminho para o centro da cidade. Estava claramente nervoso. Olhou para o relógio num ato inconsciente. Queria mesmo saber a hora porém apenas observou o relógio com o pensamento longe. Baixou o braço e percebeu que ainda não sabia se estaria ou não atrasado. Olhou novamente. Só que dessa vez esqueceu de ligar a hora atual a hora do encontro. Mas não, não estava atrasado.
O local marcado, um bar sujo e um pouco escuro mas aconchegante, estava quase cheio. Logo encontrou uma mesa e se sentou. Impaciente, olhou para o relógio para ver a hora e logo baixou o braço. Novamente não sabia que horas eram. Decidiu parar com isso. Relaxou na cadeira encostando suas costas e esticando as pernas. Durou cerca de um minuto e logo estava de novo com os cotovelos em cima da mesa. Quinze minutos já teriam se passado? Sim, com certeza ele imaginava. Na verdade tinham se passado menos de quatro minutos. O garçom veio atender, estou esperando alguém, assim que chegar pedimos algo para beber ele agradeceu.
Ainda esperaria um bom tempo, pois olhou novamento o relógio e calculou cerca de vinte minutos adiantado, então decidiu ir ao banheiro. Na volta, já aliviado um frio tomou conta do seu corpo quando viu ela chegando. Estava realmente bonita. Sempre foi. Acenou de longe, mas ela não viu. Por um instante teve uma vontade súbita de sair dali e voltar pra casa e, quem sabe mais tarde, ligar avisando que não estava bem. Acenou de novo. Agora ela reparou. Abriu um sorriso discreto e os dois se cumprimentaram e sentaram-se na mesa.
Depois de se sentar esfregou a mão nas calças velhas, olhou para ela, sorriu desajeitado e baixou a cabeça. Não tinha nada na cabeça. Levantou o rosto, ela estava olhando pra ele. Esfregou as mãos nas calças. Outro sorriso sem jeito. Uma nova olhada no relógio. Exatos seis minutos se passaram até ela dar uma risada, o que teve como resultado limpar tudo quanto é pensamento da cabeça dele. O olhar dos dois foi interrompido pelo garçom e então a primeira palavra foi dita desde que os dois se sentaram na mesa uma coca pra mim e pra mim um suco de laranja.
Aguardaram em silêncio a chegada do pedido. A mesa de plástico possuia uns adesivos de marcas famosas de cerveja. Ele cutucou cada uma delas e arrancou uma e jogou fora. Esfregou as mãos nas calças novamente, porém ainda nenhuma palavra.
As bebidas chegaram. No primeiro gole que deu se engasgou. Tossiu muito até se recuperar. Terminaram a bebida quase que juntos. Agora foi a vez dela olhar no relógio enquanto ele esfregava as mãos na calça. Preciso ir, tchau. Tchau.
Fez o caminho de volta pra casa com as mãos no bolso da calça.
O local marcado, um bar sujo e um pouco escuro mas aconchegante, estava quase cheio. Logo encontrou uma mesa e se sentou. Impaciente, olhou para o relógio para ver a hora e logo baixou o braço. Novamente não sabia que horas eram. Decidiu parar com isso. Relaxou na cadeira encostando suas costas e esticando as pernas. Durou cerca de um minuto e logo estava de novo com os cotovelos em cima da mesa. Quinze minutos já teriam se passado? Sim, com certeza ele imaginava. Na verdade tinham se passado menos de quatro minutos. O garçom veio atender, estou esperando alguém, assim que chegar pedimos algo para beber ele agradeceu.
Ainda esperaria um bom tempo, pois olhou novamento o relógio e calculou cerca de vinte minutos adiantado, então decidiu ir ao banheiro. Na volta, já aliviado um frio tomou conta do seu corpo quando viu ela chegando. Estava realmente bonita. Sempre foi. Acenou de longe, mas ela não viu. Por um instante teve uma vontade súbita de sair dali e voltar pra casa e, quem sabe mais tarde, ligar avisando que não estava bem. Acenou de novo. Agora ela reparou. Abriu um sorriso discreto e os dois se cumprimentaram e sentaram-se na mesa.
Depois de se sentar esfregou a mão nas calças velhas, olhou para ela, sorriu desajeitado e baixou a cabeça. Não tinha nada na cabeça. Levantou o rosto, ela estava olhando pra ele. Esfregou as mãos nas calças. Outro sorriso sem jeito. Uma nova olhada no relógio. Exatos seis minutos se passaram até ela dar uma risada, o que teve como resultado limpar tudo quanto é pensamento da cabeça dele. O olhar dos dois foi interrompido pelo garçom e então a primeira palavra foi dita desde que os dois se sentaram na mesa uma coca pra mim e pra mim um suco de laranja.
Aguardaram em silêncio a chegada do pedido. A mesa de plástico possuia uns adesivos de marcas famosas de cerveja. Ele cutucou cada uma delas e arrancou uma e jogou fora. Esfregou as mãos nas calças novamente, porém ainda nenhuma palavra.
As bebidas chegaram. No primeiro gole que deu se engasgou. Tossiu muito até se recuperar. Terminaram a bebida quase que juntos. Agora foi a vez dela olhar no relógio enquanto ele esfregava as mãos na calça. Preciso ir, tchau. Tchau.
Fez o caminho de volta pra casa com as mãos no bolso da calça.
Marcadores: redação
escrito por kirp. View Comments. (17/03/2012)




